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  As Competências Básicas em Educação. - 14/08/2009

As Competências Básicas em Educação. Saber somar, subtrair, multiplicar ou dividir já não é suficiente para que um aluno supere com sucesso uma avaliação matemática. Se este aluno não é capaz de aplicar estas operações a um contexto real da vida, não terá conseguido desenvolver uma das competências básicas que se orientam a aprendizagem desta área de formação e por tanto não terá atingido os objetivos da disciplina . E é que, a partir de agora, tanto os objetivos da cada área de aprendizagem ou disciplina, como os critérios de avaliação, a organização da escola, a participação das famílias... todos os aspectos formais e não formais que afetam a educação dos jovens estudantes se orientam para a aquisição final que é as Competências Básicas. O currículo do Ensino Fundamental e Ensino Médio deve desenhar-se em função destas competências. O termo “competência” , tão presente nas discussões sobre o sistema educativo, desde sua introdução no currículo tanto de educação Primaria como Secundária, se refere àquelas competências que deve ter desenvolvido um jovem ou uma jovem ao finalizar o ensino obrigatório para poder conseguir sua realização pessoal, exercer a cidadania, incorporar-se à vida adulta de maneira satisfatória e ser capaz de desenvolver uma aprendizagem permanente ao longo da vida. Deste modo, o currículo das áreas ou matérias das diferentes etapas educativas obrigatórias deve desenhar-se de maneira que a cada uma contribua, em maior ou menor medida, ao desenvolvimento e aquisição de oito competências básicas: Competência em comunicação lingüística. Competência matemática. Competência no conhecimento e a interação com o mundo físico. Tratamento da informação e competência digital. Competência social e cidadã. Competência cultural e artística. Competência para aprender a aprender. Autonomia e iniciativa pessoal. Por que se introduziram estas concorrências no currículo? Principalmente como uma resposta à nova demanda em matéria de educação que requer a sociedade atual. Uma educação e formação que, mais que enfocada à pura aquisição de conhecimentos se oriente ao desenvolvimento de destrezas e habilidades que resultem úteis para os jovens na hora de desenvolver-se de maneira autônoma na vida. Isto é, além de "saber" os alunos devem saber aplicar os conhecimentos num contexto real, compreender o aprendido e ter a capacidade de integrar as diferentes aprendizagens, pô-los em ação e utilizá-los de maneira prática nas possíveis situações ou contextos aos que se tenham que enfrentar diariamente. Mas a introdução destas competências no currículo não afeta unicamente ao desenho das áreas de aprendizagem, senão que também implica uma mudança na organização escolar, já que esta contribuirá também à aquisição das competências básicas. As normas internas das escolas, as instalações de que disponham, a organização da biblioteca escolar, as atividades extra escolares... todo isso deve estar orientado a facilitar o desenvolvimento destas competências. Assim mesmo, o trabalho do professor é fundamental para atingir os objetivos marcados pelas competências básicas que, além das mudanças que implica no modo de ensinar, deverão avaliar aos alunos não só pelos conhecimentos adquiridos, senão na medida que estes têm contribuído à aquisição das competências e devem enfocar a ação tutorial a este objetivo, orientando e estimulando de maneira personalizada o processo de aprendizagem dos alunos.
Autor: Edilton Costa Alves

 

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